Trump Visitará Palmares no Próximo Sábado

 


Era uma vez, num Brasil não tão distante, a tribo de índios Sateré-Mawé, uma população que ainda existe no estado do Amazonas e tem crescido com o passar dos anos. Nesse local, vivia um apaixonado casal que se sentia incompleto pela ausência de um filho.

Eles decidiram, então, fazer um pedido para o deus Tupã, uma das grandes divindades, o deus do trovão. A solicitação da gravidez foi atendida e, meses depois, a índia deu à luz um menino. O pequeno garoto cresceu e começou a desbravar, por conta, os arredores da mata em que vivia.

Apaixonado por frutas, ele saía pela floresta para colher e poder trazer de volta para a tribo o maior número de alimentos que conseguia. Até por conta disso, era considerado símbolo de orgulho.

A fama do indiozinho chegou aos ouvidos de Jurupari, uma entidade do mal, muitas vezes trazida como representante dos pesadelos. Esse personagem, capaz de se transformar em diversos animais, invejava a habilidade do garoto.

Um dia, enquanto o menino colhia frutos na floresta, Jurupari se transformou em uma serpente e o picou. Tupã mandou trovões para alertar os pais do garoto, mas quando chegaram já era tarde. O índio estava morto.

Diante de tamanha tristeza, o deus então aconselhou os pais que plantassem os olhos da criança no chão da tribo. Naquele local plantado, outro tipo de vida brotaria e outro tipo de energia o menino poderia prover ao seu povo.

Na área onde foram depositados os olhos, as lágrimas dos pais regaram o broto e, um mês depois, nascia uma plantinha. Um fruto vermelho que, por dentro, se parecia com os olhos do menino ao mirar sua tribo. O Guaraná.


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